sábado, 16 de julho de 2022

Desejo - Parte 5

Desejo - parte 5

Pego minhas amarras. Prendo as suas duas mãos juntas e agora deslizando minhas mãos pelas curvas de seu corpo, tiro seu short. Ela somente de calcinha com as mãos amarradas deitada de bruços para mim. A visão do paraíso para qualquer homem é ver sua mulher assim. Ela simplesmente me fala:

— Vai. Faz o que quiser. Era só o que eu queria.

Deslizo minhas mãos pelas duas pernas até a calcinna, fazendo questão de pegar com vontade cada parte de seu corpo. 

Puxo o seu quadril para cima. Eu começo a beijar tudo o que está para o alto tirando ao mesmo tempo o resto que ela tinha de roupa. Pego a venda na gaveta e cubro seus olhos. Quero que ela se entregue a tudo que sentir. Viro-a para cima e com as mãos deslizando desde os dedos dos pés até os seios, coloco minha boca no meio do caminho. Quase nenhum prazer se iguala ao que uma língua quente com lábios grossos é capaz de proporcionar. Bem devagar, acelerando, mudando, girando, puxando. Em ordem aleatória para que ela me indique através dos seus gestos o ápice do prazer. Chego no seu ponto e saio. Assim vou deixando-a louca.

— Mais. Mais! Não para. Assim!

Sem que ela perceba que já estou cansado de saber como ela gosta.

Vou direto no ponto. Aumento a intensidade. Quero beber de todo o seu prazer sentindo-o nos meus lábios, na minha boca. Cada vez mais próximo, mais intenso, mais quente! Até que atinjo meu objetivo. O longo suspiro de satisfação me faz seguir adiante.

Sem deixar diminuir o ritmo, eu a viro para cima,subo em cima de seu corpo, pego suas mãos amarradas e coloco em volta de meu pescoço.

— Quer mais?

— Quero!

Abro suas pernas e no meio delas me ponho de joelhos. Posição feita. Puxo-a com vontade para cima e a faço montar em mim. Um encaixe perfeito. Com movimentos fortes ela se entrega por completo e eu desfruto daquele corpo em cima de mim, fazendo ela sentir dentro dela todo o meu desejo. Indo e vindo, devagar, forte, profundo. Enquanto ela fica mais intensa eu estou beijando-a entre seus seios, respirando o ar cada vez mais quente fazendo com que ela vá intensamente até o clímax.

Ela mais uma vez transborda de prazer, mas eu ainda não estou satisfeito.

Quero um grand finale!

A tiro de cima de mim. Coloco-a de costas antes de mais nada, ficamos em pé e eu atrás dela faço questão de me encostar para que ela me sinta por completo e eu desfrute com minhas mãos de todo o seu corpo enquanto a beijo no pescoço.

Inclino-a na cama. Nesse momento já estou completamente alucinado. Vejo aquela cena e deixo minha mão se levar pelas leves, porém barulhentas carícias masoquistas que faz ela pedir mais e mais.

Agora é a hora. Entro com tudo. Literalmente. Os dois loucos de desejo. Neste momento não tem volta, não desacelera, não há como não se entregar.

Mais forte, mais rápido, mais intenso. Minhas mãos deslizando pelas suas costas enquanto as dela apertam os lençóis cada vez mais forte. Pego em seus cabelos, puxando de leve enquanto a outra mão segura seu quadril para o encaixe ficar perfeito. E vai ficando cada vez mais forte. Mais forte. Mais forte! Cada vez mais!

— Isso! Isso!!!

E nessa hora eu me deixo derramar ao mesmo tempo que sinto toda a satisfação de uma noite te desejo contemplada e bem feita.

Desejo do dia realizado.

Assim começo a contar para vocês a minha história 

Continua.. 

quinta-feira, 11 de setembro de 2014

Sonho ou Realidade?

Durante vários momentos das nossas vidas, passamos por situações em que sentimentos nos consomem. 

Pensamentos que não saem da cabeça, não te deixam dormir, criando sempre perguntas sem resposta e imagens na memória a fim de encontrar uma maneira de acabar com alguma situação ruim ou algum problema.

As imagens e situações criadas na mente muitas das vezes são a melhor válvula de escape para os problemas do cotidiano e algumas vezes nos trazem tanto conforto que praticamente passamos a viver delas.

Em alguns casos, isso é tão frequente que passa a ser a realidade da pessoa e sua vida real passa a ser o fardo que a ela tem que passar para finalmente voltar a viver.

Imaginação, sonho, desejo, utopia, vários nomes podem definir este estado prazeroso e momentâneo de criar um mundo à sua maneira. É tão fácil remover os bloqueios que nos impedem de viver isso na realidade que, sem percebermos podemos ter uma vida resumida a isso.

Todos nós temos o nosso mundo da fantasia, que na maioria dos casos é criado justamente quando planejamos nosso futuro.

Quando planejamos o nosso futuro, a primeira coisa que pensamos é o final da jornada e a partir daí vamos retrocedendo os passos para ver como alcançá-lo. Neste momento criamos em nossa mente muitas situações e, como de uma forma mecânica, unimos com outros pensamentos, fantasias e experiências das nossas vidas, mostrando que mesmo que viéssemos a criar uma imaginação para o desejo, este estaria ligado a outras fases da sua vida.

Agora analisando, pergunto: Se criamos fantasias para tudo que almejamos e interligamos com outras fantasias e experiências a fim de criar nosso mundo perfeito, essa prática não se iniciou logo que nascemos? 
E se isso já vem sendo feito desde o início, fica uma dúvida ainda maior: Será essa mesmo a nossa realidade?

Eu sei que é um pensamento complexo, mas observando cada detalhe podemos chegar a conclusão que, parte do que acreditamos ser realidade nada mais é do que a experiência obtida ao viver cada fato das nossas vidas somado às nossas impressões. Se interpretarmos de forma diferente, podemos criar com isso outra realidade, ou seja, a realidade é o fato somado à nossa impressão pessoal. Por isso que algo que é bom para uns pode ser ruim para outros.

O problema disso está no controle. Se não tomarmos cuidado, podemos passar a viver um sonho ao invés da realidade e com isso, a sensação ao acordar não será nada boa.
Sonhar é bom demais, mas devemos lembrar que o sonho é o primeiro passo para a felicidade e não o último.


Créditos da imagem: Is a Spinning Top a Good Reality Check for a Lucid Dream? - by Connor Barela, Colorado, USA

quarta-feira, 10 de setembro de 2014

Não sou como a maioria


Muitas vezes já fui taxado de diferente, anormal, ovelha negra e muito mais simplesmente por não ter os mesmos gostos que a maioria das pessoas ao redor.

É como se fosse necessário para viver em grupo, que nós tivéssemos os mesmos gostos e costumes.
Durante um bom tempo da minha vida pensei assim. Fazia coisas que não estava muito afim, ia a lugares que não era do meu interesse e tentava apreciar o que a maioria apreciava.

Sabe aquele pagodão, aquele funk nervoso, aquela micareta que todo mundo tenta te arrastar, aquela boate que todos dançam e se pegam até de manhã?! Pois é, eu tentei. Tentei e não me via ali, mas o medo de ficar sozinho me pressionava em continuar. Queria ser visto como uma pessoa boa, como um cara legal e pensava que fazendo isso, faria parte do grupo. No entanto, mesmo fazendo isso, minha personalidade era mais forte e eu nunca conseguia realmente fazer parte daquilo.

Com o tempo, fui me entendendo. Eu realmente era diferente daquilo ali. Não curtia aquilo. Queria ter amigos, queria ter um grupo, mas não queria mais me submeter a isso.
Na dificuldade de encontrar, aprendi a conviver comigo mesmo e com o tempo, o que era medo virou algo agradável. Ficar sozinho hoje para mim não é uma coisa ruim. Hoje consigo me manter em pé e seguir em frente por mim mesmo e isso é ótimo porque não ficar sozinho agora vai ser uma questão de escolha e não de necessidade, como é para a maioria.

Aprendi a enxergar o que as pessoas são realmente e não gostar simplesmente quando ela tem uma imagem boa.
Hoje eu considero ser diferente da maioria um privilégio, porque me faz entender realmente como as pessoas são e o que realmente eu quero ser.

Se não tem ninguém que me entenda, nada melhor do que sentar na frente de um computador, ou mesmo pegar um caderno velho, beber um vinho e jogar os pensamentos para fora, sem me preocupar com críticas ou sugestões, uma vez que quem vai julgar sou eu mesmo.

Esse pensamento me fez enxergar no meio da maioria, pessoas incríveis que eram ofuscadas. Pessoas ótimas, com mente aberta, que adoram um diálogo racional, atual, o que me anima sempre. Lembro-me da Adriana Calcanhotto citar em seu DVD que ela gostava de lavar louça e que havia visto uma entrevista do Caetano Veloso dizendo o mesmo e que isso a fez se sentir melhor porque não estava sozinha no mundo. De fato, a sensação de não estar sozinho no mundo é sempre reconfortante.

Claro que isso pode trazer alguns problemas. Comigo, por exemplo, tenho uma dificuldade muito grande de expor tudo o que penso e sinto. Me fecho para o mundo muitas vezes, mas mesmo entendendo que isso pode me prejudicar, ainda sim vejo como algo positivo.

Hoje vou aos eventos que gosto, mesmo que sozinho. Shows, barzinho ou até mesmo ir a uma livraria são coisas que a maioria sente a necessidade de ter alguém do lado, mas eu não. O gosto de ser independente é indescritível.


Essa lição me mostrou que não preciso depender de alguém para fazer algo. É claro que gosto de amigos. Valorizo muito os amigos que tenho e quero ter cada vez mais, mas para isso eles terão de gostar de mim pelo que eu sou e não pelo que pareço ser.

Créditos da imagem: When In Doubt… Be Different - Mark

terça-feira, 9 de setembro de 2014

O que as mulheres querem?

Vira e mexe, encontro textos de mulheres falando (e reclamando) sobre o tipo certo de homem, o homem ideal. Observo que na maioria das vezes são tantos os atributos desejados que parece que elas querem um animal de estimação no formato de homem.

Podem procurar. Várias citações como:
"Quero um homem que seja sincero, fiel, amigo, companheiro, bonito, rico, responsável, sério, brincalhão, alto, romântico, apaixonado, que saiba cozinhar, arrumar casa, seja forte, sensível, educado e seja um príncipe encantado.

Não vou dizer aqui que nenhum homem pode ter essas características, mas sim que mesmo que ele apresentasse um currículo com tudo isso, ainda sim seria imperfeito. O fato de ninguém ser perfeito eu nem vou considerar, mas não vai adiantar tentarem encontrar em outro a solução, uma vez que o problema não são os homens, mas sim elas mesmas.

Na maioria das vezes essas mesmas mulheres tiveram um lance ou relacionamento com alguém que não deu certo, seja por ser imaturo, canalha ou não ser a pessoa certa e, diante dessa frustração, passaram a atirar contra todos. Devido ao trauma, ao medo e a insegurança criados com isso, querem se blindar e acham que encontrando alguém com todas essas características vão resolver isso. Sinto dizer, mas isso não vai acontecer. Realmente homens não são santos, mas daí a querer que nos transformemos em um robô é algo que só vai existir nos sonhos.

O que realmente tem de ser feito é passar por cima. Esse tipo de pensamento somente causa bloqueios, impedindo de ter novas experiências, conhecer outras pessoas, olhar mais ao redor.
O mundo e tudo o que tem nele está aí para todos. Por isso não dá pra parar e ficar "esperando o cara certo". A pessoa certa pode já está na sua vida e você ainda não viu. Já pensou nisso?

Busquem alguém que vocês gostem, mas que gostem de vocês também. Acabem de vez com esse conto de fadas. É necessário arriscar, viver, conhecer, buscar e entender que ninguém vai te atender 100%, mas pelo menos alguém poderá suprir suas necessidades, sejam elas carinho, atenção, companhia, sexo, paixão ou o que for. Uma dica para facilitar é a afinidade. Gostos semelhantes, hobbies em comum, personalidade, tudo isso pode e deve ser considerado em conta na hora de tentar. 

Arrisque!


Se não der, não deu. Vida que segue, mas cada pessoa que passa na sua vida deixa algo de bom: A experiência. E só uma última dica: Ao contrário do que muita gente pensa, as mulheres mais experientes são as mais chamam a atenção.


segunda-feira, 8 de setembro de 2014

A situação de Conformado

"Não tem o que fazer, a não ser aceitar." Foi a conclusão que Conformado teve.

Sua vida era relativamente boa. Comum, com as mesmas características, vontades, problemas e tudo o que tem direito.
Mas havia algo que sempre o incomodava. Havia horas que Conformado conseguia ignorar isso, mas havia outras que não conseguia parar de pensar.
Buscou todas as brechas possíveis na tentativa de encontrar algum sinal de que era possível resolver, porém sem sucesso.

Na medida em que o tempo passava, Conformado foi desanimando. Algumas situações até que o faziam continuar na esperança da possibilidade, mas o tempo sempre acabava com isso.
Vivia sua vida normalmente, guardando tudo para si. Na dificuldade de encontrar alguém para confiar seus desabafos, dúvidas, aflições e sonhos, achava que não tinha ninguém melhor do que ele mesmo.

Para os outros sempre se mostrou o mesmo. Tentava não passar nada adiante. No entanto, as consequências de se guardar tanta coisa se refletiam em seu comportamento. Estresse, aflição e angústia se tornaram normais no seu dia a dia. A sua saúde refletiu a necessidade de parar de guardar tanta coisa para si, mas Conformado, não conseguindo ver a solução, se manteve no mesmo.

Buscava algo paliativo que pudesse amenizar as consequências disso. Hora resolvia e hora a vontade de falar era demais. O Problema é que sempre, todos os dias, algo o fazia pensar no mesmo e o mesmo pensamento vinha a sua mente: "Não tem o que fazer, a não ser aceitar."

Na vontade de agir corretamente, acabava sempre se colocando por último. Cansava de falar que a felicidade dele era ver a felicidade dos próximos, porém havia sempre um pingo de verdade lá no fundo que mostrava a Conformado que não era bem assim.

Essas situações são comuns, porém as soluções não são nada fáceis. Conformado sabendo disso, na tentativa de acertar, escolheu o mais difícil. A fim de sempre ver todos bem, se sacrificou.

O problema disso é que todas as escolhas tem consequências. Sua vida relativamente boa, com as mesmas características das demais continua da mesma forma. Aquele pingo de verdade que todo dia arruma uma forma de falar para Conformado o que Conformado realmente quer continua lá.

"Não tem o que fazer, a não ser aceitar." Conformado continuou falando para si.


Conformado sabe que o que o perturba é o fato de ele realmente não está sendo ele mesmo, de não está fazendo o que ele quer. Ele e somente ele pode realmente fazer algo para mudar isso, mas enquanto ele não encontrar os sinais que procura, enquanto ele não ter a certeza do que fazer e entender o que realmente quer, não tem o que fazer, a não ser aceitar.

sexta-feira, 5 de setembro de 2014

Encarando os problemas com equilíbrio

Em vários momentos olhamos para tudo em volta da nossa vida e não conseguimos ver o que realmente nos deixa satisfeitos.

Os fatos ocorridos durante o dia impactam diretamente em suas decisões a respeito disso. Não é atoa que quando estamos estressados nada parece bom.

Eu, por exemplo, quando me encontro dessa forma, muitas das vezes prefiro me isolar de tudo e ficar quieto no meu canto porque se eu começar a falar vou reclamar de tudo. As outras vezes, claro, reclamo de tudo.

Normal, seres imperfeitos em uma busca contínua pela felicidade. Somos cobrados e nos cobramos demais para isso. Nos exigimos tanto que, em muitos casos, não conseguimos nem dar conta do básico. Bate aquela vontade de sumir, se isolar, apagar a memória e começar tudo de novo.

O problema é que não estamos em Matrix (pelo menos eu acho que não), logo não há como fugir dessa situação. Temos duas escolhas: Continuar assim até que mude ou tentar enxergar algo de positivo e encarar seus dias de uma melhor forma.

Qual a escolha certa? Eu digo: As duas. Sim, as duas.
Não vou ser hipócrita aqui de falar que hoje eu enxergo como viver, agora sei o que é certo e blablablá. Vão ter dias que nem Cristo vai me tirar o mau humor, porém haverá dias que vou poder escolher.

Ultimamente tenho tentado escolher encarar da melhor forma. Estou parando de pensar nas coisas que me remoem por dentro e que sei que eu não vou conseguir mudar, pelo menos por enquanto, e estou me esforçando para manter meus pensamentos nas coisas boas da minha vida, seja do passado, presente ou futuro. Fato importante é que o que está na sua mente é que vai direcionar suas ações e conclusões.

É claro que vira e mexe me pego pensando nos problemas, no que me deixa mal. Não sumiu, ainda está lá me incomodando. A diferença é que eu estou tentando agora não dar tanta atenção a isso como dava antes. Quando me vejo assim, trato de ler, escrever e colocar aquela música que me lembra de algo bom. Uma bebida de vez em quando ajuda. :-)

Está sendo bom o resultado. Pelo menos eu estou tentando olhar para o que eu tenho hoje que me faz feliz com mais frequência e tem dado certo. Sei que não é definitivo, sei que os problemas e o que me incomoda vão continuar até tudo se resolver, mas hoje percebo que há uma forma melhor de passar por esses períodos e não somente encarar tudo sempre da pior forma.

Agora, tudo tem seu limite. Se você não está se aguentando, esbraveje, reclame e que se dane quem não gostar. Isso faz bem também. No entanto, tudo em exagero faz mal, por isso, se você puder controlar isso dessa ou de outra forma que lhe agrade, faça.


Tudo deve ter a sua devida dose, pois é esse equilíbrio é o que nos mantém em pé.

quinta-feira, 4 de setembro de 2014

A vida e seu vai e vem

A vida e seu vai e vem

Mostrando que ninguém é melhor que ninguém
Fazendo você valorizar tudo o que você realmente tem
Te testando sempre a fim de te fazer enxergar
Ensinando que nem tudo foi feito para durar

A vida e seu vai e vem

Não adianta tentar se manter no ar
Mais cedo ou mais tarde você vai desabar
Não pense que isso só acontece com você
Apenas é uma forma de fazer você entender

A vida e seu vai e vem

Fazendo umas pessoas ficarem interessantes
E outras ficarem cada vez mais distantes
Criando dias que um simples detalhe lhe faz aparecer
E outros que nem holofotes fazem alguém lhe ver

 A vida e seu vai e vem

Hoje você é a foco
Amanhã todos lhe esquecem
Semana que vem você volta
Mês que vem desaparece

 A vida e seu vai e vem

Te dizendo para não se preocupar
Pois ela é a única que você não deve ignorar
Ela nunca vai ignorar você
A não ser que você desista de viver


Créditos da imagem: Sehrish Khan - Uncertainty of Life